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Precisamos dizer mais?
Luciana e Bruno.
Nas minhas pesquisas sobre escrita de livros digitais encontrei na Biblioteca de Livros Digitais o livro A Revolta das Palavras Digitais, de Carlos Correia. Este livro é um manifesto sobre livros digitais e suas infinitas possibilidades e mostra como, com o uso das tecnologias, o texto pode deixar de ser rígido para ser interativo, dando liberdade ao leitor de escolher o caminho do seu percurso e explorando a criatividade do escritor em utilizar os recursos que a tecnologia dispõe para enriquecer seu texto.
Uma conversa esclarecedora com minha colega de pesquisa, Marildes Caldeira, sobre o livro citado a cima me fez descobri que o interessante do livro digital é que ele pode ser muito mais do que a mera transposição das letras do papel para a tela. Aliás, o próprio Carlos Correia, no seu site pessoal, falar que existe uma diferença entre o e-livro e ciberlivro, sendo o e-livro a transposição do livro impresso em livro virtual (na tela do computador). Já o ciberlivro é um gênero novo que apresenta na sua estrutura textual diversas possibilidades mediáticas, tornando o livro mais dinâmico. A ciberliteratura é estruturada pelo hipertexto, utilizando-se muitas vezes da hipermídia e resultando numa forte interatividade leitor-livro-escritor. Se por um lado a leitura do livro digital é cansativa, pois nos força permanecer na mesma posição corporal (em frente ao computador), além da luminosidade da tela do PC cansar a visão, por outro, essa dinamização das letras e a utilização de outros recursos como áudio, vídeo e animação com certeza tornam a leitura mais interessante, nos livrando da leitura muitas vezes maçante dos livros impressos. Isso revela uma das vantagens do livro eletrônico, ou melhor, do ciberlivro em relação ao livro impresso: a de poder interagir com ele.
Nessa Biblioteca Digital onde encontrei o livro, também é possível encontrar outros ciberlivros, principalmente infantis, que utilizam diversas mídias. Esse formato de livro infantil com certeza torna a leitura mais interessante para a criança, porque não é estática. O pessoal de pedagogia pode com mais propriedade do que eu, que a dinamização, o colorido, a utilização de diversos recursos é mais interessante para a aprendizagem da criança. Certo? Então o ciberlivro aparece também como um recurso interessante para a aprendizagem infantil.
Para os adultos, leitores ou não de livros digitais, fica a dica para ler o livro de Carlos Correia e entrar no site dele que também é bem interessante. Carlos Correia doutor em Sistemas Audiovisuais e Multimédia, professor da Universidade Nova de Lisboa e escritor de peças de teatro e livros. Bastante premiado, vem desenvolvendo trabalhos sobre hipermídia e educação.
Então é isso.
Boa viagem à todos
Agora podem soltar os cachorros.
Raquel Maciel
O projeto RIPE (Rede de Intercâmbio de Produções Educativas), coordenado pelo Grupo de Pesquisa em Educação, Comunicação e Tecnologia, esta concorrendo ao Festival Bibliofilmes, com o filme "Além das massas" na categoria vídeo de uma critica/recomendação a um livro. A votação popular começará amanhã, às 17h de lá (ou seja, 14h daqui) no sítio http://www.bibliofilmes.com, e encerrará às 17 horas do dia 23.
Contamos e pedimos o seu voto... Vejam o filme...
Pessoal, é ele mesmo, o nosso herói sem identidade, que esteve na tarde de hoje para nos conceder uma entrevista na Rádio Faced Web. Recebemos o Augusto Mattos, criador de NINGUÉM. Parem e pensem em uma pessoa q cria ninguém? Pois foi ele mesmo o entrevistado, muito ativo q pretende criar junto com a Rádio uma rádio novela com Ninguém (feita por todos nós).
No link vcs poderão ver um capítulo de Ninguém e abaixo uma lembrança ofertada por essa figura que é o Augusto Mattos.
http://www.youtube.com/watch?v=ZZWPc_FZ
No dia 6 de março de 2009 das 10:00 às 12:00, foi ministrada, por parte de Aton Figueiredo, Anderson Carvalho e Washington Oliveira, a Oficina/Apresentação (palestrão) de Software Livre para os calouros do curso de pedagogia, atendendo à solicitação do Diretório Acadêmico deste curso. Por conta do curto espaço de tempo de que se disponibilizava, a "oficina" restringiu-se a uma abordagem bastante geral, mas de grande importância na medida em que proporcionou àqueles estudantes uma imersão no vocabulário e na funcionalidade do Software Livre. A baixo segue os tópicos que abordamos junto aos alunos calouros de Pedagogia.
1. Introdução: Algumas considerações a respeito da filosofia do Software Livre em contraposição à proposta do Software Proprietário.
1.1. Uma breve história da construção dos sistemas operacionais;
1.2. licenças e usos de software proprietário e software livre;
2. Abordagem sobre alguns Aplicativos de Edição livres:
2.1. Editor de texto:
BrOffice Writer - como editar e salvar textos;
2.2 . Editor de Apresentação:
BrOffice Impress – como editar e salvar apresentações de slides;
2.3. Editor de vídeo:
Kino - como importar um vídeo para o programa; como capturar um vídeo direto da câmera via placa firewire; como juntar, separar e recortar cenas, efeitos do som e vídeo; e por fim, como exportar um vídeo editado pelo programa.
2.4. Editor de audio:
Audacity - como é possível recortar partes de uma faixa, misturá-las, colocar efeitos, juntar faixas, gravar sons diretamente do microfone conectado ao PC.
3. Instalação de aplicativos via Synaptic:
Como baixar e instalar aplicativos via Synaptic. Mostramos como procurar, marcar para instalação/desinstalação de qualquer software que estiver disponível pelo gerenciador de pacotes Synaptic;
4. Noções básicas de uso do Terminal:
Pequena discussão sobre interfaces de textos e Interfaces gráficas e uso de senhas e comandos simples para acesso de aplicativos;
5. Uso de internet:
Navegando nas abas do Navegador Firefox: Discussão a respeito das vantagens deste navegador em relação ao Internet Explorer e uso do gaim como alternativa ao MSN.
6. Discussão sobre alguns formatos livres:
O que é um formato e como salvar, sem problemas, documentos em formatos nativos nos diferentes sistemas operacionais.
E eu digo não
E eu digo não ao não
Eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir...
(Caetano Velo. letra completa no site letras.us do Terra.)
Trago isso por conta da matéria sobre proibir ou não proibir acessos a vídeos e outras coisas nos telecentros, publicada recentemente no site Cidades Digitais.
Nossa experiencia com os Tabuleiros Digitais na UFBA/FACED mostra-nos o quanto essa eh uma importante luta que não podemos deixar simplesmente que a logica do mais fácil tome conta de projetos importantes como esses dos telecentros, infocentros ou que nome queiramos dar.
Em recente polemica na nossa Faculdade sobre o tema, insistíamos sobre a necessidade de se colocar uma questão em primeiro lugar, pergunta que, em nossa opinião, deve balizar toda a discussão sobre o tema. A questão: por que os filhos das classes média e alta podem ter acesso ao universo da internet, na privacidade de seus quartos, com banda larga, suporte via telefone e computadores poderosos para fazer um monte de coisas como baixar músicas, mixá-las, distribuí-las, jogar videogames online, conversar com amigos velhos e novos, visitar e interagir com sites às vezes não tão adequados segundo os adultos - que aliás, um dia já viram as mesmas coisas em gibis escondidos dentro dos livros escolares! -, e, os filhos dos pobres, têm que acessar internet em telecentros para serem treinados (com projetos pedagógicos) em word e excel (aliás, softwares proprietários que lhes “escravizarão” para o todo e sempre...)?!
Não temos dúvida que esses projetos, e junto com eles, a escola pública de qualidade que ainda estamos longe de encontrar, podem e devem assumir a condição de se constituir num efetivo espaço coletivo de culturas e conhecimentos, oferecendo aos filhos dos pobres aquilo que os filhos dos ricos têm em casa, como aliás já foi dito pelo educador baiano Anísio Teixeira, na década de 50 do século passado em uma belo texto que esta na Biblioteca Virtual Anísio Teixeira, agora abrigada na UFBA.
De fato, parece que, se não enfrentarmos essa questão com coragem, vamos ter que repetir Caetano em 68.
Vocês não estão entendendo nada, nada...
foi assim a ira de caetano naquele 68... Será que vamos ter que continuar a dizer que tem um monte de gente que não está entendo nada?!
Veja e ouça o discurso completo com a ira de Caetano contra a normalidade e a caretice, no site Tropicalia, do Uol.